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  • Foto do escritorMatheus Corrêa

Especial OdisseiaCast + Tomada7

Na busca de fazer uma retrospectiva de 2023, eu, Marcio Weber e Guilherme Cândido (do Tomada7) nos juntamos e revelamos os rankings de melhores e piores filmes do ano. Além disso, gravamos um episódio inédito no OdisseiaCast!


Matheus Corrêa


Sempre ouço de um amigo meu que "um clichê é clichê porque funciona", então nada mais justo que começar um texto com um clichê. 2023 foi um ano a ser agradecido. No ano passado conseguimos tirar do papel o OdisseiaCast, e naquele mesmo ano, conseguimos acesso as tão sonhadas cabines de imprensa, com ajuda do já experiente crítico de cinema, Guilherme Cândido do Tomada7. E se naquele ano as coisas começaram a andar, esse ano vários projetos tomaram forma. Foram mais ou menos 18 cabines, algumas para o podcast supracitado e outras para o Kino Angular (site que orgulhosamente mantenho com o Marcio Weber). E não poderia ter começado melhor.


A primeira cabine do ano foi de Tár (do diretor Todd Field), e apesar de não ter gostado tanto quanto meus companheiros de sessão, seria mentira se dissesse que não foi uma experiência incrível. A mixagem de som é esplendorosa e a Cate Blanchett (que sou fã) estava magnifica, como sempre. Acontece que o ano começou de maneira um pouco mais dramática, meu primeiro filme foi Clímax de Gaspar Noé, e em uma verdadeira oportunidade, pude ver também nos cinemas alguns meses depois (com a infeliz presença de um casal sentado na mesma fileira, bebendo vinho e rindo, como se estivessem em uma matinê).


O saldo foi positivo, se descontarmos alguns parques de diversão (para citar Martin Scorsese). Resumindo bastante: Compareci a uma sessão especial do incrível John Wick 4: Baba Yaga, tive o privilégio de assistir a Oppenheimer em IMAX com Christopher Nolan tentando novamente estourar tímpanos alheios e finalmente vi meu primeiro Scorsese na telona, sem ter coragem de piscar os olhos na presença de mais um trabalho de montagem da grande Thelma Schoonmaker. A emoção que o cinema traz é singular e não espero menos de 2024.


Apesar de ter visto mais de 200 filmes esse ano, fiquei devendo nos lançamentos, por enquanto essas são as listas:


OS MELHORES FILMES DE 2023


  1. Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese (Killers of the Flower Moon, EUA)

  2. Oppenheimer, de Christopher Nolan (Idem, EUA/Reino Unido)

  3. Maestro, de Bradley Cooper (Idem, EUA)

  4. Vidas Passadas, de Celine Song (Past Lives, Coréia do Sul/EUA)

  5. Retratos Fantasmas, de Kléber Mendonça Filho (Idem, Brasil)


MENÇÕES HONROSAS:


- John Wick 4: Baba Yaga, de Chad Stahelski (John Wick: Chapter 4, EUA/Alemanha)

- Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse, EUA)

- Renfield - Dando o Sangue Pelo Chefe (Renfield, EUA)


OS PIORES FILMES DE 2023


  1. Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança, de Marcos Bernstein (Idem, Brasil)

  2. Pânico VI, de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (Scream VI, EUA)

  3. O Exorcista: O Devoto, de David Gordon Green (The Exorcist: Believer, EUA)

  4. Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, de Peyton Reed (Ant-Man and the Wasp: Quantumania, EUA)

  5. Toc Toc Toc: Ecos do Além, de Samuel Bodin (Cobweb, EUA)


MENÇÕES DESONROSAS:


- Clube da Luta para Meninas, de Emma Seligman (Bottoms, EUA)

- Desaparecida, de Nicholas D. Johnson e Will Merrick (Missing, EUA)

- Estranha Forma de Vida, de Pedro Almodóvar (Extraña forma de vida, Espanha/França)

- Passagens, de Ira Sachs (Passages, França)

- Batem à Porta, de M. Night Shyamalan (Knock at the Cabin, Japão/EUA)

 

Marcio Weber


O ano reservou novas experiências que me trouxeram oportunidades que dificilmente imaginaria já no mês de janeiro, como uma pré-estreia de O Grande Mauricinho (Little Maurice), fui como representante de um veículo jornalístico universitário, a Agência UVA Barra. Pude participar de algo que foge da minha zona de conforto, mas que é extremamente importante em uma das competências profissionais que estou buscando, a do jornalismo, portanto realizei entrevistas, entre elas com Kleber Mendonça Filho (embora longe do âmbito ideal), além de participação de cerca de cinco coletivas de imprensa que participei com personalidades como Murilo Benício, Drica Mores, Anita Rocha da Silveira, Nanda Costa, Augusto Madeira, Marco Pigossi e até mesmo Erika Hilton.


Apesar de ter começado falando deste ofício, que foi muito presente ao longo do meu ano, é crucial falar da relevância do OdisseiaCast (e de Matheus Corrêa, responsável direto para o acabamento dos textos, afinal, ele foi o revisor integral de todas as minhas críticas publicadas no novo site do Kino Angular, um projeto originalmente inaugurado no ano passado). Entre recomeços e novas possibilidades, foi um desafio, mas que também gerou muitas recompensas por me colocar uma engrenagem e de fato contribuir para a crítica de cinema mais ativa e regular, permitindo que pudesse assistir filmes com mais afinco e regularidade e me dedicar a um ofício tão importante e gratificante para mim.


Apesar de estar cada vez mais atento com lançamentos, não só por frequentar mais cabines de imprensa, mas também por estar naturalmente mais inclinado para acompanhar lançamentos de modo geral, dificilmente se vê tudo, seja por questões de tempo, financeiras ou prioritárias, entre lacunas, que me desculpem o exagero, doem um pouco admitir que não assisti filmes como Monster de Hirokazu Koreeda, Folhas de Outono de Aki Kaurismäki, Anatomia De Uma Queda de Justine Triet, Três Tigres Tristes de Gustavo Vinagre, entre muitos outros. Mas isso não quer dizer que não tive experiências satisfatórias – tive, e muitas. Pude ter diferentes experiências, seja com lançamentos e com filmes de diferentes épocas.


Modéstia à parte, estou satisfeito com meu ano cinéfilo, consegui ver filmes em película como Barão Olavo, O Horrível, Ganga Bruta e A Rotina. Pude também comparecer a sessões instigantes, como as sessões imersivas em IMAX, de obras como Oppenheimer e Assassinos da Lua das Flores. Não consegui ir em tantos festivais e apenas fiz a cobertura oficial de dois deles, o Festival do Rio e o Festival do Cinema Italiano, mas consegui frequentar alguns outros, seja presencialmente quanto online, uma das metas para 2024. E espero que reserve experiências próximas e surpreendentes como foi em 2023.


Vi um número superlativo de filmes (confesso), cerca de 800 filmes esse ano (entre longas, médias e curtas), mas mesmo assim existem muitos lançamentos que queria ter visto e por isso não é uma lista definitiva (se é que isso existe), confira abaixo:


OS MELHORES FILMES DE 2023


  1. Fechar os olhos, de Victor Erice (Cerrar los ojos, Espanha/Argentina)

  2. Afire, de Christian Petzold (Roter Himmel, Alemanha)

  3. Kidnapped, de Marco Bellochio (Rapito, Itália/França/Alemanha)

  4. Showing Up, de Kelly Reichardt (Idem, EUA)

  5. Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese (Killers of the flower moon, EUA)


MENÇÕES HONROSAS:


- Saint Omer, de Alice Diop (Idem, França)

- Boliche Saturno, de Patricia Mazuy (Saturn Bowling, França/Bélgica)

- O Dia Que Te Conheci, de André Novais Oliveira (Idem, Brasil)

- Não Espere Muito Do Fim Do Mundo, de Radu Jude (Nu astepta prea mult de la sfârsitul lumii, Romênia/França/Luxemburgo)


OS PIORES FILMES DE 2023


  1. A Bela América, de António Ferreira (Idem, Portugal/Brasil)

  2. O Último Ônibus, de Gillies MacKinnon (The Last Bus, Reino Unido/Emirados Árabes)

  3. O Portal Secreto, de Jefrrey Walker (The Portable Door, Austrália)

  4. A História Da Minha Mulher, de Ildikó Enyedi (A feleségem története, Hungria/Alemanha/França/Itália)

  5. O Convento, de Christopher Smith (Consecration, EUA/Reino Unido)


MENÇÕES DESONROSAS:


- Desapega!, de Hsu Chien (Idem, Brasil)

- Clube Da Luta Para Meninas, de Emma Seligman (Bottoms, EUA)

- Os Impactados, de Lucía Puenzo (Los impactados, Argentina)

- Passagens, de Ira Sachs (Passages, França)

 

Guilherme Cândido (Tomada7)


2023 chega ao fim como um ano peculiar em termos cinematográficos. Definitivamente, não foi uma boa temporada para os super-heróis, antes hegemônicos. Para se ter uma ideia, a DC, mesmo enfileirando fracassos, fecha o ciclo com perspectivas auspiciosas para o futuro, graças à contratação de James Gunn para recomeçar do zero seu universo compartilhado, ao passo que a Marvel, antes toda poderosa, amargou fracassos retumbantes e nem Guardiões da Galáxia Vol. 3, seu único bom filme, conseguiu bater a tradicional marca do bilhão de bilheteria, antes uma meta anual protocolar. E por falar em fracasso, o que dizer da Disney, que apostou rios de dinheiro em longas que mal empataram seus custos de produção?


Mas 2023 também ficará conhecido como um ano que reuniu obras de grandes diretores, como Martin Scorsese, Michael Mann, David Fincher, Sofia Coppola, Wes Anderson, Richard Linklater, Hirokazu Kore-Eda e Christopher Nolan, por exemplo. Um fenômeno que só não foi maior do que o Barbenheimer, apelido carinhosamente dado ao verdadeiro evento global em que se transformou o final de semana do dia 21 de Julho, com as estreias de Oppenheimer e Barbie, que por sua vez encheu os cofres da Warner ao se tornar o maior sucesso de bilheteria do ano.


No meu caso, produtivamente, foi um ano marcante, pois tive o privilégio de ver mais de 260 filmes, dos quais selecionei os cinco melhores e os cinco piores. Eis os meus rankings:


OS MELHORES FILMES DE 2023


  1. Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese (Killers of the Flower Moon, EUA)

  2. O Sabor da Vida, de Anh Hung Tran (La Passion de Dodin Bouffant, França)

  3. Monster, de Hirokazu Kore-Eda (Kaibutsu, Japão)

  4. Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, de Joaquim dos Santos e Kemp Powers (Spider-Man: Across the Spiderverse, EUA)

  5. Retratos Fantasmas, de Kléber Mendonça Filho (Idem, Brasil)


MENÇÕES HONROSAS:


- Pobres Criaturas, de Yorgos Lanthimos (Poor Things, Reino Unido/EUA)

- Perfect Days, de Wim Wenders (Idem, Japão)

- Anatomia de Uma Queda, de Justine Triet (Anatomie d'Une Chute, França)

- Fallen Leaves, de Aki Kaurismäki (Kuolleet lehdet, Finlândia)

- Assassino Por Acaso, de Richard Linklater (Hit Man, EUA)


OS PIORES FILMES DE 2023


  1. Fé nas Alturas, de Sean McNamara (On a Wing and a Prayer, EUA)

  2. Tesla: O Homem Elétrico, de Michael Almereyda (Tesla, EUA)

  3. Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo, de Tomasz Baginski (Knights of the Zodiac, EUA/Japão/Hungria)

  4. DogMan, de Luc Besson (Idem, EUA)

  5. O Exorcista: O Devoto, de David Gordon Green (The Exorcist: Believer, EUA)


MENÇÕES DESONROSAS:


- Ruby Marinho, Monstro Adolescente, de Kirk DeMiccoe Faryn Pearl (Ruby Gillman, Teenage Kraken, EUA)

- O Jogo da Invocação, Eren Celeboglu e Ari Costa (All Fun and Games, EUA/Canadá)

- A Freira 2, de Michael Chaves (The Nun 2, EUA)

- Muti: Crime e Poder, de George Gallo (The Ritual Killer, EUA)

- Please, Baby, Please, de Amanda Kramer (Idem, EUA)

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